Manual Trados, por Francisco Ferreira

No passado mês de janeiro tive a oportunidade de apresentar uma curta formação sobre o SDL Trados Studio. Por ser uma formação que me foi pedida a título particular acabou por ter um programa muito flexível – focámo-nos nas necessidades pessoais que havia em relação às funcionalidades do programa e a formação foi orientada pelas mesmas. Durante a formação apercebi-me de algo que não me ocorria desde o tempo em que me cruzei pela primeira vez com o programa nas salas de aula da FCSH: o SDL Trados Studio é um programa que sem ser complicado de utilizar é altamente complexo. Ou seja, considero que o programa é user-friendly mas, inevitavelmente, pelas múltiplas funcionalidades e pela natureza das mesmas, tem uma enorme curva de aprendizagem.

UntitledNo meu caso essa curva de aprendizagem foi devidamente ultrapassada, em grande parte, pelas várias horas que o programa do Mestrado de Tradução dedicava ao software e também pela experiência que entretanto adquiri enquanto tradutor. Mas durante uma formação de 6 horas o mesmo não se verifica. Sim, consigo falar das funcionalidades essenciais e sim, é possível abordar a criação dos vários tipos de projeto, a gestão de memórias e de glossários e outras opções que o Trados nos disponibiliza, mas será que tudo isto é absorvido do lado de quem está a receber esta formação?

Achei que não e considerei natural complementar esta formação com um manual onde explicasse passo a passo, com capturas de ecrã, as diferentes e principais funcionalidades do Trados.

E é este manual que quero partilhar hoje convosco. Para quem trabalhe diariamente com o Trados podem não encontrar novidades, mas talvez conheçam alguém que esteja pensar experimentar o programa ou que esteja a dar os primeiros passos no Trados e precise de consultar um manual até automatizar os vários passos para, por exemplo, criar um projeto – é para essas pessoas que este manual se dirige.

Claro que falta abordar muitos – tantos – aspetos do programa e este manual não ambiciona ser um manual extensivo do Trados, mas sim um guia introdutório para aquelas que considero serem as funcionalidades essenciais de uma das ferramentas TAC mais utilizadas no nosso trabalho.

Podem descarregá-lo aqui e fico à espera da vossa opinião sobre o manual e sobre o que devia (ou não) incluir nele. Espero que vos seja útil.

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Guia de iniciação rápida: OpenTM2

Tal como prometido, hoje é terça-feira (a última desde ciclo de guias!), e, portanto, lançamos mais um Guia de iniciação rápida da autoria de Sofia Cunha. Desta feita, é o GIR- OpenTM2. Utilizam esta ferramenta? O que vos parece o guia? Partilhem connosco a vossa experiência.

 

OpenTM2

 

O OpenTM2 foi uma ferramenta utilizada durante umas largas semanas, uma vez que o cliente em questão pedia para utilizar esta ferramenta.

Acredito que o ponto forte desta ferramenta e que a distingue das demais é o facto de ser personalizável: a cor do texto por traduzir, a cor do texto traduzido, o tamanho da letra, a disposição das janelas no ambiente de trabalho, quase tudo é personalizável às preferências do tradutor. Além da personalização é de fácil utilização após aprender os atalhos, que facilitam muito a tarefa de traduzir.

Guia de iniciação rápida: Agent Ransack

Tal como prometido, hoje é terça-feira, e, portanto, lançamos mais um Guia de iniciação rápida da autoria de Sofia Cunha. Desta feita, é o GIR- Agent Ransack. Utilizam esta ferramenta? O que vos parece o guia? Partilhem connosco a vossa experiência.

Eis o que a Sofia nos diz:

Agent Ransack

Creio que durante o tempo de estágio, o Agent Ransack foi a ferramenta que foi utilizada todos os dias, fosse para pesquisar termos ou até para manter a coerência no texto traduzido. É uma ferramenta bastante útil quando é necessário utilizar uma ou várias bases de dados no mesmo documento. Tem uma interface amiga do utilizador e não complica muito a pesquisa: coloca-se o termo, apresenta os resultados e até abre o documento onde se encontra a palavra .

Guia de iniciação rápida: Google Translator’s Toolkit

Tal como prometido, hoje é terça-feira, e, portanto, lançamos mais um Guia de iniciação rápida da autoria de Sofia Cunha. Desta feita, é o GIR – GoogleTransatorsToolkit. Utilizam esta ferramenta? O que vos parece o guia? Partilhem connosco a vossa experiência.

Eis o que a Sofia nos diz:

O Google Translator’s Toolkit (GTT) foi a ferramenta que desencadeou a criação dos guias de iniciação rápida. Tal aconteceu porque, mesmo sendo uma ferramenta de fácil utilização, precisamos sempre de um guia para nos mostrar que outras utilidades tem o programa. O GTT, sendo uma ferramenta criada pela empresa Google, é online e apenas necessita de uma conta no Gmail para poder ser utilizado. Um dos pontos que tanto pode ser positivo ou negativo ao mesmo tempo é que antes de iniciar uma tradução, o GTT automaticamente cria uma versão de tradução automática do texto. Assim o GTT é uma ferramenta que, a par e passo vai ajudando o tradutor a realizar a tradução.

Guia de iniciação rápida: Idiom

Tal como prometido, hoje é terça-feira, e, portanto, lançamos mais um Guia de iniciação rápida da autoria de Sofia Cunha. Desta feita, é o Idiom. Façam o download aqui: GIR – Idiom. Utilizam esta ferramenta? O que vos parece o guia? Partilhem connosco a vossa experiência.

Eis o que a Sofia nos diz:

O Idiom WorldServer Desktop Workbench foi uma ferramenta utilizada apenas para um projeto em específico, o que fez com que o conhecimento da ferramenta não fosse para além do utilizado. No entanto ao realizar pesquisas, conheci um Idiom que permite trabalhar online e offline e acima de tudo, é uma ferramenta gratuita (verificar http://idiom-worldserver-desktop-workbench.software.informer.com/ )

É uma ferramenta de fácil aprendizagem, sendo que com cada utilização o tradutor ganha cada vez mais prática a trabalhar com a ferramenta.  Após carregar o documento e a memória de tradução, o Idiom, utilizando cores distintas, indica se são segmentos novos, fuzzie matches ou 100% matches.
Em suma, na minha opinião, os pontos positivos desta ferramenta são a opção de guardar automaticamente cada segmento após a sua confirmação e o facto de ser gratuita.

Guia de iniciação rápida: ApSIC Xbench

Tal como prometido, hoje é terça-feira, e, portanto, lançamos mais um Guia de iniciação rápida da autoria de Sofia Cunha. Desta feita, é o GIR – Xbench. Utilizam esta ferramenta? O que vos parece o guia? Partilhem connosco a vossa experiência.

Eis o que a Sofia nos diz:

O ApSIC Xbench revelou-se ser uma ferramenta essencial durante o tempo de estágio, podendo com uma só ferramenta realizar um controlo de qualidade do próprio trabalho e se necessário corrigir erros no ficheiro com um simples clique. É uma ferramenta de aprendizagem rápida e de simples funcionamento, pelo menos na componente do controlo de qualidade.

Tem a particularidade de poder ser utilizado com várias extensões de programas, o que o torna uma mais valia para o trabalho do tradutor.

Guia de iniciação rápida: Trados Tag Editor/Trados Workbench, por Sofia Cunha

O autor Anthony Pym, na sua obra “What technology does to translation” (2011), refere a tecnologia em expansão como a maneira como nós interagimos com o mundo. Esse mundo tecnológico vai avançando e é quase nossa obrigação seguir a par e passo, para nos mantermos sempre atualizados. Quando reflito acerca das ferramentas de tradução assistida por computador (TAC), penso sempre em ferramentas em constante atualização, o que faz com o tradutor esteja igualmente atualizado.

Hoje em dia se perguntar a um tradutor “utiliza ferramentas de TAC para traduzir?” é quase certo que a resposta será sim, porque é algo que o tradutor já não dispensa, já não realiza trabalhos sem as utilizar. Tornou-se algo essencial para a profissão.

Com esta questão em mente, refleti acerca das dificuldades de aprendizagem (de ferramentas) não só dos estudantes, como dos tradutores que repentinamente necessitam de aprender novas ferramentas, seja por interesse pessoal ou a pedido do cliente.

Desta forma os Guias de Iniciação Rápida (GIR) apresentados resultam da necessidade de uma estudante de tradução se adaptar a uma empresa de tradução, ou seja, de trabalhar com várias ferramentas, inicialmente desconhecidas.

No início, o intuito na criação dos GIR foi pessoal. De modo a compreender as várias ferramentas com que trabalhava diariamente, tirei apontamentos para me ajudar a obter o melhor partido das mesmas e poder avançar mais rapidamente nas traduções. No entanto à medida que fui tirando esses apontamentos ocorreu-me que não seria a única a fazê-lo, que muitos como eu, se não tivessem formação acerca das ferramentas, poderiam ver-se um pouco perdidos na utilização das mesmas.

Assim e com o intuito de auxiliar não só tradutores iniciantes como tradutores profissionais, apresento seis guias de iniciação rápida dos seis programas com os quais mais me deparei durante o período de estágio ao longo das próximas seis semanas: o Trados Tag Editor/Trados Workbench, o Google Translartor’s Toolkit, o OpenTM2, o Idiom Worldserver Desktop Workbench, o Agent Ransack e ainda o ApSIC Xbench.

Cada guia apresenta um índice onde se pode encontrar uma pequena explicação acerca do programa, os ficheiros que podem ser traduzidos e os passos para realizar uma tradução/pesquisa/controlo de qualidade com as ferramentas. Todos os guias têm por base a experiência de estágio, pelo que algumas funcionalidades das ferramentas não foram devidamente exploradas.

Hoje deixo-vos o Guia de iniciação rápida do GIR – Trados TagEditor&Workbench.

Referências Bibliográficas

Cunha, Carla Sofia. Como traduzir com as ferramentas de TAC − O Fluxo de Trabalho. Relatório de Estágio de Mestrado em Tradução, com especialização em Inglês. Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Lisboa, março 2015

Pym, Anthony. “What technology does to translating.” Intercultural Studies Group, Rovira i Virgili University. Tarragona, Espanha, Junho 2011.