2016 chegou mais rápido do que queria

Isso. 2016 chegou mais rápido do que queria.

Depois de tantos planos para 2015 e tão bem planeados, 2016 chegou, literalmente, e eu não dei por isso. Estava tão ocupada a viver que as badaladas chegaram e foram e eu na minha. Literalmente. Tal sacrilégio nunca acontecera. Quais 12 uvas em cima da mesa e o champanhe no frigorífico por abrir. O ano passou e eu noutra. O que isto me diz?

Quem queira ouvir sabe que sou uma grande advogada do planeamento, do controlo e de “postos de fronteira” estratégicos. Quantas vezes já não ouviram a vossa amiga — enquanto sentada a beber um copo de vinho na vossa sala — a confessar que um dia acordou e apercebeu-se de que tinha muitos arrependimentos na vida? Pois, isto aconteceu-me este ano e foi um acontecimento profundamente traumático.

— Como assim? Arrependimentos? Não estou a perceber —, imaginem-me de sobrolho franzido.

— Arrependimentos. Tu não tens arrependimentos? És nova. Vais ter.

“Ah, não”, pensei. “Não, não.” Não me apetece um dia acordar e aperceber-me que a vida que levo não é a vida para mim e já se terem passado 10 anos.

Em suma, e para quem não lhe apetece ler o artigo de fim de ano de 2015, a minha checklist ainda não mudou:

(1) objetivos claros e concretizáveis para o ano, com “postos de fronteira” regulares (podem ser mensais, quinzenais, semestrais, depende do objetivo) ao nível pessoal e profissional;

(2) praticar regularmente o “decluterring”, seja de objetivos, tarefas ou, mesmo, de camisolas e meias;

(3) “se é para fazer, que seja hoje”: isto de deixar para amanhã o que se pode fazer hoje normalmente resulta em não se fazer. Pois se é importante e está na lista que se faça, se afinal não apetece mesmo, ora que sai da lista, que se muda de objetivo ou que se ganhe paciência para os nossos próprios objetivos;

(4) todos os olhos postos no grande objetivo: normalmente, neste contexto, no plano de negócio. Há que não ter medo do objetivo, lidar com ele logo pela matina, enfrentá-lo de frente e arriscar tomar as grandes decisões que têm de ser tomadas. Acreditem no vosso plano, tenham mais confiança em vocês mesmos, porque, inevitavelmente, se o seguirem, o resto encaixa-se como peças de Lego. 66ff4ce3-0865-4ae9-9c39-980d8593e973.jpg

Ainda assim, 2015 ensinou-me a aceitar o que não posso mudar em mim e a aprender a viver com isso. Por outras palavras, não lutar contra mim e aproveitar. E que os planos (por muito bons e essenciais que sejam) não nos livram da vida, porque, de repente, um gato pode entrar e interromper o que estamos a fazer.

Portanto, talvez o melhor conselho que possa partilhar neste fim de semana de reflexão e listas de desejos é: sonhem e planeiem a sério para que quando a vida aconteça seja uma boa surpresa.

Termino com algumas sugestões para 2016:

DO FIRST IN THE MORNING

What pays bills: do and deliver projects; invoicing; answer important clients

DO LATER THIS WEEK/MONTH

Marketing efforts

DO LATER TODAY

What was your goal? (e.g. inbox zero) tackle the e-mail; delete e-mails;unsubscribe mailing lists

DON’T DO

Accept clients that don’t pay; Use Facebook, Twitter or Blogs on office hours (except for marketing); Read/Answer e-mails that can be solved with a phone call

Fico a aguardar as vossas.

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2 pensamentos sobre “2016 chegou mais rápido do que queria

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