Mensagens ooo, hipopótamos e trabalho fora de portas

Há umas largas semanas (há bem mais do que eu gostaria que assim fosse) tirei uma semana de férias, sem antes programar o meu e-mail com uma mensagem Out of the Office. Para que as férias corressem bem para mim e para os meus clientes, sem demasiadas ansiedades e preocupações, adotei o método dos Hipopótamos (que, convenhamos, só o nome já chama a atenção, tem piada e fez com que a maior parte das pessoas pensasse que eu tinha ido fazer um safari). Podem ler tudo sobre isso aqui. Ora, volvidos dois meses (ah, pois, o tempo é um ser muito cruel!), peguei nas malas e vim para a Irlanda para um conferência sobre Comunicação profissional onde vou aprender imenso e no último dia participar ativamente num workshop que envolve comunicação técnica e didática de tradução. Vejam tudo sobre o ProComm 2015 aqui. Chegou, portanto, a altura de voltar a colocar a mensagem Out of the Office, repetir a experiência dos hipopótamos e partilhar convosco o que aconteceu da outra vez que fui de férias.

Resumo:

Tal como creio que acontece com muitas profissões, os clientes de tradução precisam dos trabalhos urgentemente e, muitas vezes, os assuntos dos e-mails ou até o corpo dos mesmos têm palavras-chave como “urgente”, “bomba atómica caso não responda já!” e coisinhas da mesma magnitude. Quando estou a viajar, quer seja por trabalho ou de férias, ter de abrir o e-mail e consultar os assuntos dos e-mails dá-me sempre alguma ansiedade. O meu e-mail assemelha-se, muitas vezes, a um centro de informações de um palco de guerra (metáfora, por favor!). É tudo urgente. É toda uma desgraceira de prazos e de catástrofes. Para poder discernir o que é realmente urgente do que não é, peço às pessoas que recebem a minha mensagem ooo que voltem a enviar o e-mail, se for de facto urgente, com o assunto HIPPO. Assim, ao abrir o email, basta filtrar pelos hipopótamos reais e resolver o que realmente há a resolver rapidamente.

Conselhos de amiga:

Definam a mensagem ooo, caso possam, para um dia antes de realmente saírem do país. Assim podem passar esse dia adicional a acalmar as pessoas que, de repente, se lembram que vamos estar ausentes e que precisam só mais desta coisinha que leva duas horas a resolver. Coisa pouca.

Estejam atentos aos malandrecos que vão mandar mensagens HIPPO só para estragar o esquema. Pois… Mas fora as brincadeiras dos amigos ou dos PM mais próximos, há também as pessoas que não entendem e não respeitam que não estamos disponíveis naqueles dias. Para estas pessoas, é tudo urgente. No meu caso, foram poucas as pessoas que enviaram mensagens HIPPO falsas ou falsas urgências, mas tudo se resolveu no primeiro dia de férias, pelo que realmente aconselho a que definam a mensagem ooo para antes da data da viagem.

E, boa viagem!

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