O CNT, o que é ao certo e o que pode fazer pelos tradutores?

Já passaram quatro meses desde o nascimento da APTRAD. É verdade! A entrevista à Paula Pinto Ribeiro sobre este projeto foi em fevereiro e como o tempo voa. Mas ninguém por lá ficou de braços cruzados. Têm acompanhado as iniciativas no site? O que vos parece?

Mas enquanto a associação já está a dar passos muito sólidos em nome da profissão do tradutor, conversei com o Fernando Ferreira Alves sobre a nova associação e também sobre o CNT. Aqui fica parte da conversa:

Fernando Ferreira Alves: O surgimento da APTRAD, como prova do desenvolvimento do movimento associativo entre os tradutores portugueses, parece-nos uma excelente notícia para o mundo da tradução, pela forma como poderá contribuir para conferir um maior dinamismo e visibilidade ao sector e, ao mesmo tempo, reforçar o peso da profissão, conferindo maior peso negocial. Servindo de interlocutor junto dos profissionais, será possível reforçar os laços de união e solidariedade com outros parceiros institucionais e, ao mesmo tempo, assumir uma atitude proactiva e positiva para que, connosco, seja possível reforçar os objectivos comuns do CNT, ou seja, promover o reconhecimento do estatuto socioprofissional da tradução e consolidar e implementar algumas das medidas que consideramos estratégicas para a nossa afirmação enquanto grupo unido em torno dos mesmos desígnios comuns.

Valdez: Mas o que é, afinal, o CNT?

O CNT (Conselho Nacional de Tradução) é um órgão que pretende reunir os principais agentes envolvidos no âmbito da prestação de serviços de tradução, nomeadamente os profissionais, as empresas e as entidades formadoras, numa atmosfera de convergência e abertura, promovendo a visibilidade desta actividade, bem como a sensibilização do público em geral e, em particular, dos vários actores envolvidos no mercado, para a multiplicidade, versatilidade e abrangência da profissão.

Tem como objectivo e missão defender os interesses da profissão e promover a aproximação, diálogo e a concertação entre estes intervenientes, num clima de abertura e solidariedade institucional, no sentido de reforçar o posicionamento da tradução no contexto/espaço público, dignificando e prestigiando, assim, a profissão. Pretende ainda actuar como parceiro e interlocutor privilegiado junto das instâncias governamentais, a administração pública e o sector privado, entre outros, actuando ainda como elemento congregador das várias facetas das profissões das línguas, de forma a promover a valorização e o reconhecimento do seu estatuto socioprofissional.

Apenas a título de exemplo, as diligências e os trabalhos iniciados ao nível da apresentação de um parecer, pelo CNT, sobre o projecto de regime jurídico do tradutor e do intérprete ajuramentado, em resultado da conferência «Línguas: Traduzir o futuro», realizada no Museu do Oriente, em Lisboa, no dia 26 de Setembro de 2015, afiguram-se-nos absolutamente cruciais para a afirmação e enquadramento do papel que o CNT pode vir a desempenhar neste domínio, sendo algo premente que importa valorizar.

Visa ainda desenvolver e implementar uma atitude proactiva, profiláctica e informativa relativamente às múltiplas configurações da profissão e à dimensão absolutamente estratégica das profissões das línguas, de forma a sensibilizar a opinião pública, bem como todos os actores envolvidos neste processo para o peso e importância que esta prática tem na sociedade, num mundo globalizado e, simultaneamente, para a necessidade de defender o seu reconhecimento, autonomia e acreditação em termos de competências, aptidões e perfis adequados ao exercício da profissão.

Valdez: E como começou?

O CNT foi formalmente constituído em 2011 e é o resultado da vontade e esforço conjuntos das vertentes envolvidas em torno de um projecto comum, congregando a dimensão formativa, empresarial e profissional, ou seja, a APT (Associação Portuguesa de Tradutores), a APET (Associação Portuguesa de Empresas de Tradução) e as instituições responsáveis pela formação de tradutores em Portugal.

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