O frágil equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho — uma história de super-heroínas

Numa semana marcada por tantos eventos que me fizeram repensar nos meus objetivos profissionais e de vida, começo o sábado por vos falar do equilíbrio (frágil) entre a vida pessoal e a profissional.

Esta conversa é patrocinada pelo primeiro fim de semana com cheirinho a primavera deste ano. Não poderia de deixar de estar num dos muitos convidativos cafés da baixa de Lisboa, como já é meu hábito. E como é de equilíbrio de que falamos, vim a pé apreciando o sol e as vistas das belas ruas da minha cidade.

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OK, estou inevitavelmente cansada (muito cansada) e sei que não posso abrandar o ritmo. Não posso porque não quero, diga-se. E é disto que se trata quando falamos de equilíbrio para mim. Ter consciência do que queremos e de como queremos que seja a nossa vida.

Esta semana vi uma das mulheres que mais admiro desmaiar em plena reunião, uma reunião que ela dirigia, levantar-se e continuar com a maior elegância e profissionalismo que a caracteriza. (Não digo que é a mulher que mais admiro simplesmente porque duvido de tudo o que é absoluto.)

Nesta mesma semana uma colega perdeu um cliente por não cumprir o prazo e entregar um trabalho de fraca qualidade porque aceitou demasiado trabalho. Quantas histórias destas já ouvimos?

Entre o meu círculo oiço narrativas no feminino sobre a abdicação de uma história com filhos por se colocar o trabalho em primeiro lugar e outras histórias de despedimentos forçados ou por opção para privilegiar a família, o amor, o sol ou o periquito.

O que podemos tirar disto para as nossas vidas? Abaixo fica a minha lista de sobrevivência desta semana para as super-heroínas que nos lêem. (Peço desculpa aos homens — ou melhor, não peço — hoje escrevo no feminino porque sou mulher, porque a minha vida é rodeada por mulheres e que mulheres elas são!)

1. Aprender a delegar, a subcontratar e a pedir ajuda: quer seja investindo num contabilista ou a distribuírem entre a família pequenas tarefas como ir aos correios ou tratar do pagamento de contas. Se calhar a vossa vizinha e amiga pode, quando for às compras, comprar-vos o café que vos falta. E o vosso primo mais novo — que procura um part-time para depois da escola — pode tratar de pequenos recados, como tratar da correspondência ou digitalizar a faturação.

2. Não esquecer de rever as prioridades e deitar fora todo o lixo que sobra: quer seja a roupa que não vestimos há uma estação ou os comprimidos fora de validade como aquelas 10 tarefas que não nos trarão mais próximas da meta (será que têm de ler e responder a todos os e-mails que recebem da mesma forma? será que podem criar templates de respostas mais comuns?, por exemplo).

3. Hum… A meta? É melhor não pensarmos na meta porque a corrida nunca termina, como sabemos. Há que deixar de pensar que “não faz mal! no próximo fim de semana descanso!” porque esse dia nunca chega. Não pensemos na meta, mas em pequenos objetivos. A nossa vida é um contínuo com poucos «pit stops».

Criem as pausas todos os dias, sempre que o sol brilhe ou apeteça ir chapinhar para a rua à chuva e

4. “avanc[e]mos [com orgulho] ao ritmo de uma formiga asmática carregada de compras” (Black Adder).

Que, mais importante do que tudo, avancemos ao nosso ritmo e porque queremos avançar assim.

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