(Auto-)Gestão em tradução

Pegando na primeira frase do artigo da Rita Menezes da semana passada — lembro-vos que a Rita nos falou sobre a análise SWOT — ser tradutor é mais do que apenas traduzir. Esta, de facto, é uma das grandes dificuldades com que os tradutores novatos (e não só!) se debatem. Muito bem! Sabemos traduzir (com maior ou menor competência), mas como gerir tudo o resto?

Cá entre nós esta foi a principal razão pela qual criei este blog há (muitos) anos. Não vamos contar os anos, pode ser? Acabara a licenciatura e tinha ingressado numa pós-graduação de especialização em tradução. A informação era tanta que me sentia perdida e não sabia para onde me virar, nem como conjugar tudo o que tinha para fazer e aprender. Esta sensação quase que não desaparece ao longo dos anos. Há sempre muito para aprendermos, pouco tempo para o fazer e tanto para gerir. Este é e continua a ser um dos meus grandes desafios.

O que fazer, então? Ficam aqui algumas pequenas dicas para organizarem o vosso dia-a-dia quer estejam a começar, em fase de “skyrocket” ou de “manutenção”.

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1. De manhã, enquanto estou a beber o meu primeiro café (encharcado em leite de soja!), eu olho para a agenda e planeio o meu dia. Este passo é fundamental e é um procedimento normal entre os empresários altamente produtivos. Não acreditam? Googlem!

2. Uma das tarefas essenciais que está sempre na minha lista é responder a todos os e-mails prioritários e gerir a faturação. Porquê? Primeiro, porque se não mantenho o meu e-mail sob controlo, no espaço de uma semana a lista de e-mails que tenho para responder chega rapidamente à centena e torna-se incontrolável. Segundo, porque um dos meus pontos fracos é manter a faturação em dia. Portanto, o que podem tirar disto? Adicionem sempre à vossa lista de coisas a fazer aquilo com que se debatem mais. A solução para tudo na vida é encarar as nossas dificuldades de frente!

3. No final do mês, sem falta, olho para a agenda do mês anterior e tento perceber o que correu bem e o que correu mal. É simples e posso fazer isto ao fim de semana numa esplanada.

4. De seguida, olho para o mês seguinte, estabeleço metas e checkpoints e tento implementar medidas para contornar o que correu mal. Pode ser algo tão simples como sair mais vezes com as amigas ou pegar de novo naquele livro ou marcar na agenda tempo precioso para escrever a tese. Lembrem-se que muito provavelmente já fazem isto mas apenas no final do ano. Eu percebi que — pelo menos para mim — pensar nos meus objetivos para um ano inteiro é muito menos realista do que pensar nos objetivos mês a mês. Assim, não tenho a desculpa de que ainda tenho muito tempo até ao final do ano para fazer não sei o quê. Sabemos muito bem que esse dia nunca chega. Não, se é para fazer que se faça. (Isto faz-me lembrar uma música dos Deolinda!)

5. Versatilidade é a palavra chave. Este ponto é um dos mais importantes para mim. Se por alguma razão eu não consigo fazer uma, duas ou todas as tarefas a que me propus não é e não pode ser motivo para deixar de planear ou para não acrescentar as mesmas tarefas ao dia seguinte. Também não quer dizer que seja desorganizada. Se um cliente ligou e precisa de uma tradução urgente e tenho de parar o que estava a fazer, a minha lista de tarefas fica para trás. Não faz mal! Esta profissão exige adaptabilidade. Há que aceitar isso com calma.

Quais são os vossos truques para se organizarem? Partilhem as vossas checklists!

Por fim, lembro-vos que a formação em gestão de projetos de Marco Neves começa a 14 de março na FCSH e é um curso livre.

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