Polémica em redor das eleições da APT

Como já devem ter reparado pelos inúmeros e-mails que provavelmente têm vindo a receber caso sejam sócios da APT ou pelas notícias afixadas no site da APT, a polémica em redor das eleições da APT é grande.

Mas para quem não sabe, aqui fica. As eleições são a 27 de fevereiro às 19h e aparentemente há duas listas:

Lista A – presidida por Annabela Rita (que segundo percebi pertence à atual Direção)

Lista B – encabeçada por Francisco José Magalhães (membro de antigas Direções)

Segundo o site da APT, a Lista B não tinha sido recebida. Entretanto, os sócios recebem por e-mail, pedidos de Procuração pelo Francisco José Magalhães, aproveitando também para descrever a atual Direção como sendo “constituída por académicos de áreas diferentes da Tradução que, subitamente, se designam “tradutores independentes”, com o intuito de transformar a APT numa sucursal de outros interesses e de outras instituições.”

Como sócia, devo dizer abertamente que nunca me revi em nenhuma direção, atual ou anterior, e que os tradutores portugueses precisam de uma associação que lute pelos seus direitos o ano inteiro e não apenas na altura das eleições. E vocês? Como seria a vossa associação de tradutores ideal? O que devia defender? E já agora, vão votar?

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15 pensamentos sobre “Polémica em redor das eleições da APT

  1. Olá Susana. Eu também tenho vindo a receber esses tais e-mails sobre as eleições da APT e, sinceramente, o que vou fazer é mesmo ignorar. À semelhança do que disseste, eu também não me consigo rever no trabalho (ou ausência deste) desta associação que diz lutar pelos direitos dos tradutores. Até ao momento não temos visto nada disto e era realmente importante haver uma associação que defendesse verdadeiramente a profissão… e não, não vou votar! Não me identifico com a actual direcção, mas também não acho correcta a forma como Francisco José Magalhães a tem vindo a descrever… acho que era preciso um pouco mais de profissionalismo e seriedade para que as coisas andassem para a frente. Enfim… apenas a opinião de uma humidade tradutora.

    • Olá Cátia,

      Obrigada por responderes. Concordo também com o que dizes acerca da falta de profissionalismo. Acho que precisávamos todos de muito mais do que estas lutas por poder.
      Bem sei que me podem responder que qualquer pessoa se pode candidatar a uma lista e mudar o estado da APT e que se eu não o faço também estou a contribuir para a associação ser como é. A esse argumento não saberei o que responder porque é verdade. Mas não posso deixar de desejar mais da nossa associação de tradutores.

      Abraço!

  2. É legítimo darem-nos essa resposta… e de facto sempre ouvi dizer que é sempre melhor fazermos nós as coisas se as queremos bem feitas 🙂 Mas se as listas candidatas acham que têm capacidade para tal têm de o demonstrar… e parece-me que a melhor forma para isso não é “lavar roupa suja” em público…

  3. Olá, Susana. Confesso que praticamente não tenho seguido o que a APT tem, ou não, feito pelos tradutores, nem tão pouco sou sócio. Porém, do pouco que tenho seguido e sabido, não os tenho visto activos ou a defenderem qualquer tipo de direitos ou posições em relação à classe onde estamos inseridos e se, como foi dito anteriormente, se andam em “guerrinhas” internas, a situação não vai mudar…
    Mas isto é apenas a minha opinião. 🙂
    Cumprimentos

  4. Há demasiadas politiquices na APT, houve em tempos outras pessoas que tentaram mudar o panorama mas quase foram “perseguidas” por se considerar estarem a desrespeitar o senhor presidente… Quais são as vantagens afinal de se ser sócio de uma associação que não se preocupa verdadeiramente com a tradução e os tradutores? Enfim, no further comments.

  5. Boa noite Susana. Antes de mais agradeço todo o apoio que tem dado aos tradutores através do site. Não sou sócia da APT, sinto muita necessidade de uma associação que lute pelos direitos dos tradutores e intérpretes. Desde logo, a questão que mais me preocupa e que me inquieta constantemente é a da certificação dos tradutores ou ausência dela. A responsabilidade e rigor técnico que caracterizam a nossa profissão tem que ser reconhecida. Era importante que trabalhassemos em conjunto pela valorização formal da profissão. Penso que uma boa associação seria um bom princípio de trabalho nesse sentido. Su Braga

  6. Olá Su,

    Obrigada por seguir o blog. É raro ter feedback e, por isso, todo os comentários são bem-vindos.

    Concordo perfeitamente consigo. Do evento do CNT a semana passada surgiu a mesma vontade – a vontade de ter uma associação que nos defenda e que possibilite a certificação à semelhança da ATA ou da ITI. Infelizmente, parece-me que a APT não irá seguir este caminho, pelo menos nenhuma das listas assim o propôs.

    O caminho seguinte será propor uma lista diferente para as próximas eleições ou começar uma nova associação. É urgente que a esta iniciativa seja levada a cabo pela nossa comunidade de tradutores.

    Abraço!

  7. Bom dia. A certificação dos tradutores levantada pela Su Braga é uma questão que também considero muito importante, pois várias vezes (poucas, na realidade) vi pedida em anúncios de tradutores/intérpretes como “factor eliminatório” e que determina a responsabilidade do autor do trabalho em questão, tal como foi dito acima. Concordo inteiramente que a nossa comunidade se junte para conseguir levar a iniciativa avante. Está na hora. 🙂 Cumprimentos.

    • Está mais do que na hora, Duarte. Infelizmente, tenho a suspeita de que a maior parte da comunidade não está (e será que quer estar?) envolvida. Sai bastante entusiasmada do CNT com a esperança de que algo pode mudar, mas alguém ou um grupo de “alguéns” tem de tomar a iniciativa. Temos de nos parar de queixar da nossa situação e avançar. Felizmente ou infelizmente, eu escolhi outro caminho para tentar alterar (nem que ligeiramente) a realidade. Mas, tenho a certeza de que há entre nós tradutores com a capacidade e vocação para avançar com esta mudança – precisamos de uma associação que nos represente.

  8. A mobilizaçáo é fundamental, sozinhos não vamos conseguir nada. Há já vários anos que me sinto a nadar sozinha, mesmo em contexto académico, mas agora começo a sentir mais vozes de inconformismo. Eu apoio a Susana e estou consigo ou com qualquer outro colega que pretenda melhorar a nossa situação. Para o que for necessário. E creio que mudar pode revelar-se mais fácil do que parece, dado que há situações flagrantes de falta de legitimidade de princípios (estando na lei não pode chamar ilegítimo a nada mais que não ao princípio), numa altura em que a Europa pede uma maior clarificação no sentido da harmonização com os restantes países da Europa. Contem comigo.

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