Tradutor

Resumo
Título: TRADUTOR
Descrição:
Procura-se tradutor fluente na língua inglesa com capacidades de escrita e diálogo desenvolvido. O Inglês como língua nativa é uma vantagem, assim como, a polivalência e disponibilidade para colaborar em outras funções dentro da empresa.
Línguas requeridas: EN-inglês- nivel escrita muito bom nivel leitura muito bom nivel oral muito bom PT-português- nivel escrita muito bom nivel leitura muito bom nivel oral muito bom
Data início: 2012-10-01 00:00:00.0
Data fim: 2012-10-07 00:00:00.0
Informação geográfica
País: Portugal Região :
Vencimento / Contrato
Vencimento mínimo: 600.00
Moeda do vencimento: EUR
Tipo de contrato: Termo certo – Completo
Extras
Alojamento previsto: Não Mudança compreendida: Não
Requisitos
Habilitações exigidas: 12º Ano
Experiência profissional exigida: Informática ao nível de utilizador
Empregador
Como se candidatar
Contacto: cte.valenca@iefp.pt
Data-limite de apresentação de candidaturas: 2013-10-01 00:00:00.0
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15 pensamentos sobre “Tradutor

    • Na minha opinião e pelo que vejo cada vez menos se vê propostas de trabalho para tradutores não profissionais, ou seja para tradutores não qualificados. Estes anúncios parece-me que representam a minoria do trabalho em tradução. A maior parte das oportunidades – isto sabe-se – não se apresentam por anúncios. As empresas contactam diretamente os tradutores através dos seus perfis.

      No dia 21 de Fevereiro, o CNT vai promover um debate que, entre outras coisas, penso que vá tocar nestes assuntos. Venha ter connosco!

  1. Olá Mariana,

    eu utilizei “tradutor qualificado” no sentido de “tradutor profissional”, sendo, para mim, sinónimos.

    Na literatura, existem diferentes posições sobre o que é um tradutor profissional o que reflete também as diferentes posições que encontramos no mercado de trabalho.

    Mas, para não estar a fugir à pergunta da Mariana, para mim, um tradutor profissional é um tradutor com formação superior explícita em tradução, de preferência, ao nível do mestrado. Por outras palavras, que tem competência tradutória.
    Depois, podemos distinguir – mais uma vez a meu ver – os tradutores profissionais entre si: de um tradutor junior (com nenhuma ou pouca experiência) a um tradutor expert. Quanto maior a experiência e especialização, mais perto estamos da definição de expert.

    Tentando ser objetiva, acho que esta definição vai ao encontro do que vejo no mercado de trabalho internacional e nalguma da literatura. Acho que esta definição de expert está perto da definição de Shreve e que a definição de tradutor profissional está perto da definição do grupo PACTE. Por exemplo, lembro-me de ver o termo “junior translator” assim empregue por Pym. Já para não falar das inúmeras empresas que utilizam estes termos assim…

    Se calhar alonguei-me na resposta…

    E para a Mariana o que é um tradutor profissional?

  2. Susana, antes de mais, obrigada pela resposta 🙂

    Perguntei por uma simples razão. Percebo que uma pessoa que tenha curso e mestrado em Traduções seja qualificado, profissional, mas não concordo que sejam os únicos que podem ser “contemplados” nessa categoria. Apesar de não ter um curso de tradução, não por falta de vontade, mas por falta de oportunidade e condições de vida, mas comecei a traduzir desde muito nova. Sou biligue, vivi tanto em Portugal como nos Estados Unidos, estou completamente à vontade com ambas as línguas e ao longo dos anos fui aprendendo terminologias e métodos de trabalho, através de estudos, pesquisas e muito, muito treino. Não me considero uma tradutora de alto gabarito, com alguns poderão chamar, existem traduções que exigem profundos conhecimentos linguísticos e da área de especialização, que não me atrevo a tocar. Não tenho pretensão de ser uma tradutora “de alto gabarito”, mas não obstante, considero-me qualificada para traduzir textos de um certo teor. Acredito que existam várias “camadas”, por assim dizer, de tradutores, cada um com o seu lugar no mercado. Não me considero uma tradutora superior, mas de igual forma, não sou tradutora de trazer por casa, desses que vemos por aí, que têm como ferramenta principal o google translate e que cobram 2 cêntimos à palavra. O resultado é o que se vê, em sites mal traduzidos, programas de televisão etc.

    De qualquer forma, sou da opinião que a valorização profissional passa sim por um curso superior porque é aí que se aprendem as bases. Por esse motivo, ainda quero tirar o meu curso de tradução. Não sou porque sou apaixonada pela área, mas porque considero uma mais-valia imprescindível.

    Em relação ao anúncio, como tantos outros que vejo, é ridículo sim, infelizmente é o país que temos neste momento. Por esse motivo é que resolvi explorar outros mercados lusófonos.

    Já agora, aproveito para lhe dar os parabéns pelo blog 🙂

    Até breve!

    • Olá Mariana,

      obrigada por ler o blogue e por ter comentado e partilhado a sua opinião.

      Eu percebo os argumentos da sua posição – que é aliás partilhada por muitos tradutores. E louvo-a por querer tirar formação superior em tradução apesar de já estar a trabalhar.

      O meu único problema aqui é – como é que podemos defender uma profissão e eventualmente regulamentá-la se não defendermos acerrimamente que 1) este tipo de anúncios são inadmissíveis e 2) são inadmissíveis pelo ordenado mas 3) o ordenado reflete a formação pedida (12º ano). E como é que conseguimos conciliar isto com a afirmação de que há lugar para os tradutores que não são profissionais ou qualificados. Como é que eu (ou qualquer outra pessoa) pode chegar junto desta entidade e dizer: vocês estão profundamente errados. Um tradutor merece um ordenado superior a este e depois quando me perguntarem, mas qual é a qualificação obrigatória para se ser tradutor e ter que dizer: qualquer uma… há tradutores com o 12º ano… A resposta do outro lado pode muito bem ser, até se a pessoa tem o 12º ano, o ordenado é este. E voltamos ao mesmo.

      Assim, eu não sei sair deste ciclo… Espero que me perceba assim como eu a percebo. Já tentei iniciar uma conversa destas com outras pessoas e sei que é muito delicado e ambos os lados ficam bastante enfurecidos. É bom poder ter esta conversa calmamente como é o caso.

  3. Vejo aqui um problema na definição da função pela parte do empregador – porque parece evidente que o empregador quer um faz-tudo que também possa fazer traduções internas, para que não tenham de contratar profissionais…

    • Olá Isabel,

      espero que esteja tudo bem contigo. 🙂

      É muito bem possível que assim seja. Há muitos anos fui a uma entrevista em que queriam pedir-me para ser rececionista e nas horas vagas tradutora jurídica de contratos com muitos zeros. Claro que o ordenado era de rececionista.

      Abraço!

  4. Susana, concordo plenamente consigo. É um assunto delicado e apoio incondicionalmente os tradutores que defendam os seus direitos. Muita gente continua a pensar que qualquer pessoa consegue traduzir e sabemos que isso não é verdade. É um trabalho por vezes desgastante e a maior parte das vezes mal remunerado. Já trabalhei em legendagem e o que aprendi é que é um mercado verdadeiramente ingrato e mal pago. Daí vermos tantos erros em legendagem. Também já fui administrativa e o facto de fazer traduções constituiu uma mais-valia mas não recebi mais por isso. Claro que no meu caso não posso impor-me porque sempre podem dizer “ah mas você nem curso tem e quer receber mais por isso?”. Mas acho que os tradutores qualificados devem impor-se sim e não deixar que o seu trabalho seja desvalorizado aceitando qualquer valor que os clientes ou empresas estejam dispostos a pagar. Respeito demasiado a profissão para pensar de outra forma. O problema está nos chamados “bottom feeders” que são tradutores não qualificados que aceitam traduzir quase de borla, roubando aos qualificados oportunidade para trabalhar e receber adequadamente. Enfim, é um profissão ingrata, isso é ponto assente!

  5. Possivelmente, poderia ser possível criar diferentes estatutos para a formalização da acreditação do tradutor profissional. Se por um lado temos o “tradutor qualificado” que a Susana refere como aquele que obteve a sua formação ao nível do ensino superior, é inegável que, por exemplo, muitos tradutores nativos (e competentes) não possuem formação superior, mas têm boas-práticas, experiência e know-how que lhe permitem ser óptimos profissionais. Por ventura, com a organização certa, estes profissionais poderiam também obter a sua acreditação, equivalente no mercado à formação superior, através de uma entidade competente na matéria.

    O que constato ser difícil é atingir uma união entre profissionais e um objectivo comum. Não deixa de ser verdade que o nosso método de trabalho nos deixa expostos a fáceis “invasões” de profissionais que vivam e trabalhem noutros países com outra carga fiscal e outra margem de negociação.

    • Tiago obrigada por partilhares a tua opinião. Precisamos portanto de uma entidade para a acreditação. De onde é que ela pode surgir? Será o CNT pode ser essa entidade? Ou devemos depositar a fé noutro lado? Nas universidades? Na APT?

  6. Infelizmente, não estou devidamente familiarizado com todas as organizações para poder dar uma resposta bem fundada. Julgando apenas pelo feedback e não por experiência própria (logo correndo o risco de ser injusto) talvez o CNT e as Instituições de ensino superior (não creio que a APT se encontre estruturada nesse sentido) conseguissem algum tipo de acordo de actuação, mas a minha grande questão ainda se coloca sobre como se poderia batalhar a nível legal. Certamente, apenas será possível depois de este primeiro passo ser tomado. Talvez depois disso se consiga mais facilmente consciencializar os subscritores do serviços de tradução (e outros) e mais tarde se pudesse passar para uma legislação efectiva e adequada da profissão.

    Recordo-me de dar os primeiros passos no ensino superior na minha formação como tradutor e já este tema era debatido, mas com pouca substância. Agora vejo como de facto o mercado é desregulado (e desrespeitado) e não posso deixar de me sentir incomodado. Espero em breve poder conseguir formar uma opinião bem mais assertiva e objectiva e quiçá ajudar os restantes colegas de trabalho a serem, pelo menos, devidamente reconhecidos e apreciados, tal como o desejo para mim mesmo.

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