O armazém do tradutor jurídico – Parte I

O armazém do tradutor jurídico – Parte I, por Rita Gonçalves

A tradução de textos jurídicos é uma área, de entre outras, que requer uma linguagem altamente especializada e na qual um erro de tradução pode ter consequências graves. Assim, o tradutor jurídico deve procurar recursos e formação adequados para melhor realizar o seu trabalho. No sentido de orientar quem faz ou pensa fazer traduções jurídicas, abre-se portas ao armazém do tradutor jurídico. Neste primeiro post, vamos falar sobre recursos básicos.

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Com um projeto deste tipo em mãos, o tradutor começa por reunir recursos entre o seu armazém e os disponíveis na Internet. No entanto, o tempo escasseia rapidamente e “nem tudo o que brilha é ouro” ou, neste caso, nem tudo o que se denomina glossário/dicionário de tradução ou de linguagem jurídica é um bom material de consulta. Por exemplo, no caso dos Web sites, o Jurislingue, apesar de pertencer a um organismo reconhecido, “como instrumento de informação e de trabalho, carece de atualização e aperfeiçoamento constantes”, tal como indica na página principal. Por sua vez, o Linguee, apesar de atualizado com maior frequência, carece de exemplos mais fiáveis. Relativamente a dicionários físicos, o conhecido dicionário jurídico inglês-português de M.ª Paula Gouveia Andrade, bastante recomendado aos estudantes de tradução, revela-se insuficiente para a prática tradutória.

Assim, se o objetivo é juntar ouro puro que auxilie a tradução, no que diz respeito a recursos gratuitos e fáceis de aceder, recomendam-se Web sites como o IATE e o EUR-Lex/EuroVoc, ricos em terminologia da União Europeia. Ainda assim, somente estes recursos são insuficientes, pelo que, se o par de línguas for inglês-português ou português-inglês, a pesquisa deve ser complementada pelos dicionários jurídicos bilingues de Noronha e de Chaves de Mello. Embora sejam de português do Brasil, apresentam entradas esclarecedoras e nas quais se distingue claramente quais os termos utilizados no Brasil e os utilizados em Portugal.

No que diz respeito às ferramentas de tradução assistida por computador, a tradução jurídica é uma área que nem sempre permite a utilização de programas devido, por exemplo, à formatação dos ficheiros a traduzir (como um “dead PDF” difícil de converter). Contudo, é bastante importante alimentar memórias e glossários desta área, que podem ser consultados externamente quando não é possível realizar a tradução do projeto com uma ferramenta de TAC.

Como o trabalho de um tradutor com este nível de responsabilidade não depende apenas da utilização de bons materiais de consulta, é necessário, também, que se invista na aquisição de conhecimentos e em formação na área do Direito ou da tradução de Direito. Para este ponto, recomendam-se vivamente o The Law Dictionary, disponível online, e o Dicionário Jurídico, em dois volumes, de Ana Prata, para exploração dos diferentes conceitos com que os dois ordenamentos jurídicos trabalham, mas também se avizinha outro post, desta vez sobre formação para o tradutor jurídico.

Por fim, não podemos esquecer um fator: no momento de traduzir, existe pouco tempo para divagar sobre diversos materiais. O ideal é encontrar uma estrutura pessoal e eficiente para projetos de âmbito jurídico. Além destes, que outros recursos básicos e práticos conhecem?

Bibliografia:

Chaves de Mello, Maria (2008). Dicionário Jurídico – Português-Inglês/Inglês-Português. 4.ª edição revista e aumentada. Lisboa, Dinalivro.

Dicionário Jurislingue (2001). Gabinete de Documentação e Direito Comparado da Procuradoria-Geral da República. Disponível em http://jurislingue.gddc.pt/

EUR-Lex, Acesso ao direito da União Europeia (1998-2015). União Europeia. Disponível em http://eur-lex.europa.eu/

EuroVoc, thesaurus multilingue da União Europeia (2014). União Europeia. Disponível em http://eurovoc.europa.eu/

Gouveia Andrade, Maria Paula (2010). Dicionário Jurídico Português-Inglês, Inglês-Português. 4.ª edição revista e aumentada. Lisboa, Quid Juris, Sociedade Editora Ltda.

Goyos Júnior, Durval de Noronha (2000). Noronha’s Legal Dictionary/Noronha Dicionário Jurídico: English-Portuguese-English/Inglês-Português-Inglês. 4.ª edição. São Paulo, Observador Legal Editora Ltda.

IATE, Inter-Active Terminology for Europe (1995-2014). União Europeia. Disponível em http://iate.europa.eu/

Linguee (2015). Linguee GmbH. Disponível em http://www.linguee.pt/

Prata, Ana (2014). Dicionário Jurídico. 5.ª edição, 1.º vol.: direito civil, processo civil, organização judiciária. Coimbra, Edições Almedina SA.

Prata, Ana et al. (2014). Dicionário Jurídico. 5.ª edição, 2.º vol.: direito penal e direito processual penal. Coimbra, Edições Almedina SA.

The Law Dictionary (2015). Disponível em http://thelawdictionary.org/

ESC # 29 – Fontes Bibliográficas na História da Tradução | 4-5 Junho | FLUL

ESC # 29 – Fontes Bibliográficas na História da Tradução: Quais são e para que servem? (+ info http://www.ulices.org/…/esc-29-oficina-e-curso-intensivo-qf…)

ESC # 29 – Bibliographical sources in Translation History: What are they and what are they good for? (+ info http://www.ulices.org/…/esc-29-oficina-e-curso-intensivo-qf…)

INSCRIÇÕES ATÉ 28 DE MAIO
ENROLLMENT IS OPEN UNTIL MAY 28

INSCRIÇÕES / FEES
Público em geral – 35€
General public – 35€
Estudantes e Investigadores do CEAUL – 25 €
Students and CEAUL researchers – 25 €
centro.ang / 21 792 00 92

29 ETC… Dra. Zara Almeida | Tradução Institucional | 4 de Junho, Sala 5.2

O Grupo de Investigação em Estudos de Tradução e Recepção do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa – CEAUL convida para o 29ETC … Estudos de Tradução à Conversa, que se realizará na quinta-feira, dia 4 de Junho, na Sala 5.2, situada no edifício central da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entre as 18h00 e as 19h30. Para esta conversa convidámos a Dra. Zara Almeida, da Assembleia da República, que nos falará sobre Tradução Institucional.

Venha conversar connosco!

Os ETC… são uma iniciativa que visa promover a oportunidade de abordar e discutir, todos os meses e num ambiente informal, um tema relevante para a disciplina de Estudos de Tradução e Interpretação. Para isso, conta com a participação de diversos investigadores, académicos e profissionais da tradução, que são convidados a fazer uma apresentação breve (20-30 minutos) sobre um tema à sua escolha, seguindo-se uma troca de impressões aberta a todos os presentes (45-60 minutos).

A entrada é livre.

Para mais informações, consulte: http://www.etc.ulices.org/etcaetera/etc….html
e http://pt-pt.facebook.com/estudosdetraducaoaconversa.

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The University of Lisbon Centre for English Studies – ULICES Research Group on Reception and Translation Studies invites you to the 29ETC… Talks on Translation Studies, which will take place on Thursday, June 4, in Room 5.2, in the main building of the School of Arts and Humanities, University of Lisbon, from 6 pm till 7:30 pm. Our invited speaker is Zara Almeida, Assembly of the Republic,who will talk about Institutional Translation.

Come and join our talk!

The ETC… Talks on Translation Studies is an initiative that promotes monthly informal talks on a range of relevant topics for Translation and Interpreting Studies. These talks count on the participation of various translation researchers, scholars and professionals, who are invited to make a brief presentation (20 to 30 min.), which is followed by an open discussion (45 to 60 min.).

Free admission.

For further information, check : http://www.etc.ulices.org/etcaetera/etc….html
and http://pt-pt.facebook.com/estudosdetraducaoaconversa

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Hipopótamos e mensagens ooo

(Nota: estes posts com títulos engraçados, mas enigmáticos dizem muito sobre a minha organização mental!)

Mensagens de OOO

Com alguma sorte, os tradutores também têm direito a férias. Com o sol a surgir de certeza que já pensaram nas vossas férias ou, pelo menos, sonharam com elas. Eu cá planeei três semanas espalhadas ao longo do ano em que realmente terei férias. Para quem me conhece sabe que isto é um feito — quase um marco hercúleo de saúde mental. Para os meus clientes e professores que estão a ler este post, saibam (como na verdade já sabem) que não vão dar praticamente pela minha ausência e cumprirei como sempre os prazos. (The thesis is underway, Professors!)

Portanto, é possível tirar férias mesmo sendo freelancer. Como?

01. Há que planear com tempo de antecedência. Até porque assim podem aproveitar os melhores descontos.

02. Há que escolher um local suficientemente bonito (para mim, desta vez, é África) e com a. Internet para poderem ir consultando (uma vez por dia, sugiro) o vosso e-mail, mas com b. um programa que vos realmente impeça de trabalhar para que possam descansar (eu cá vou estar debaixo de água a maior parte do tempo). Se realmente adoram o que fazem e o fazem há suficiente tempo para se terem tornado um bocadinho viciados (vá, acreditem que é só um bocadinho!), têm de usar estes truques (talvez tontos para alguns) para realmente terem férias.

02. Há que avisar os vossos principais clientes. Para tal têm a hipótese de: a. enviar um e-mail uma semana antes e, de acordo com a proximidade que têm com os vossos PM, podem brincar com o facto de irem de férias e eles não ou simplesmente avisar que não vão estar disponíveis; b. nos sistemas proprietários dos clientes, definir as datas de indisponibilidade.

03. Há que definir no e-mail as mensagens automáticas ooo. Podem configurar, assim, o vosso e-mail para que, num dado período, envie automaticamente mensagens ooo (out of the office). No Gmail, basta clicar em Settings e no separador General, selecionar Vacation responder. Aqui podem escrever a vossa mensagem automática.

Aonde é que os hipopótamos entram nas mensagens de férias?

Beth Dunn da HubStop escreveu um post sobre como é que ela parou de estar constantemente ligada ao e-mail durante as férias. Ela sentia a necessidade, como eu, de se manter a par das urgências e, para tal, tinha de abrir o e-mail e todas as mensagens que recebia, verificando e mentalmente anotando a urgência de cada uma delas. Obviamente que toda a gente na nossa profissão e em tantas outras escreve no assunto do e-mail Urgent, pelo que ela não se podia basear no assunto em si. Assim, ela inventou a técnica dos hipopótamos que eu vou experimentar desta vez (quando voltar conto-vos tudo!).

Sem Título

Na minha mensagem de ooo informo que estou ausente e que não vou conseguir consultar o e-mail durante um dado período. Por fim, peço que, se o assunto for muito urgente, que a pessoa volte a enviar-me um e-mail acrescentando no assunto “hippo”. Assim, sempre que espreitar o e-mail consigo perceber o que realmente é urgente sem ter de estar a abrir os e-mails um a um e quando voltar consigo rapidamente eliminar todas as mensagens que não têm de ser respondidas. Experimentem e enviem-me um e-mail a partir da próxima terça-feira, mas nada de hipopótamos no assunto. Não estraguem o sistema! Ainda não sabem qual é o meu e-mail? Então… valdez.susana@gmail.com.

Já conheciam a técnica do hipopótamo? Têm outras ideias para partilhar? Contem-me tudo.

Cábulas de português contra os calcanhares de Aquiles

São as pessoas que trabalham a língua todos os dias que mais dúvidas têm sobre a mesma e ontem em conversa com um editor muito querido listámos os nossos calcanhares de Aquiles.

E como sou pouco teimosa, aqui ficam as cábulas para lutarmos contra estes calcanhares:

Sobre o atrás, a trás e outros trás e traz

Nas minhas costas: atrás, de trás, para trás, por trás. NUNCA: a trás.

Mas traz lá a conta para pagarmos.

Sobre o há e o à e ah!

Há porque existe e existe há uma semana, há dias ou há anos. Em caso de dúvida, mudem o tempo verbal (houve, havia, haverá?). Atenção que não há plural quando significa existir: há aulas; há tempos, houve pessoas.

Mas vou à praia ou ao jardim e, em caso de dúvida, continuo a mudar o género do substantivo até perceber que aqui não cabe o há!

Ah! Fogo! Que confusão!

Sobre a segunda pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo

Safas-te e safaste é bem diferente, estando a segunda no pretérito perfeito do indicativo e a primeira no presente do indicativo.

Ajudou? E quais são os vossos calcanhares de Aquiles?

A trabalhar no Dia do Trabalhador?

Os feriados e os fins de semana são dias ideais para colocarmos algum trabalho em dia, especialmente no que toca aos e-mails e à parte mais burocrática. Não estou com isto a advogar que trabalhemos 365 dias por ano, muito pelo contrário. Mas, como trabalhadores independentes, podemos muito bem escolher as nossas folgas como melhor entendemos. (Pois, este post não é para os nossos amigos tradutores institucionais e inhouse, desculpem! Vão lá gozar o feriado que bem merecem!)

Assim, hoje deixo-vos duas dicas para usarem hoje:

1. O que posso fazer hoje que tenha um verdadeiro impacto na minha vida? » Adormeci e acordei com esta pergunta. Há dias para passarmos horas a fio na praia na conversa com os amigos e há fins de semana em que dançamos até o sol nascer (sim, há mesmo!), mas também há dias que podem ter um impacto profundo no nosso futuro. Estes são os dias nos quais escrevemos 15 páginas da tese, marcamos uma viagem de sonho ou, igualmente importante, enviamos todas as faturas em atraso. O que eu posso fazer hoje que tenha um verdadeiro impacto na minha vida? Hoje é um dia desses e de nada menos do que isso.

2015-04-24 09.07.29

Fonte: Gapingvoid

2. Com respeito pelo descanso dos outros. » Eu estou a trabalhar o que implica responder a e-mails, enviar faturas, fazer investigação (o que implica mais e-mails), mas a maior parte das pessoas de todo o mundo está a descansar. Acredito no respeito pelo descanso dos outros e na promoção de uma cultura não intrusiva nesse descanso, pelo que uso o Boomerang. O que é isto? É uma app maravilhosa que me permite programar a data e hora de saída dos e-mails da minha caixa de e-mail. Ou seja, eu vou passar o dia a escrever e-mails e a enviá-los, mas na prática os meus colegas só os recebem na segunda-feira.

Bom feriado!

Sobre macacos e amendoins, por Karolien van Eck

Hoje vou falar de valor. Não propriamente de valores (plural) nem de quantias exatas, mas de valor. Do valor do nosso trabalho como – no meu caso – tradutora jurídica freelance, num mercado livre. “Mercado”, porque é regido pela lei da procura e da oferta, em que o preço é estabelecido nesse mesmo contexto. “Livre”, porque não tenho proteção profissional, já que “tradutor” não é uma profissão protegida por qualquer legislação.

Entre muitas profissões, a minha é uma das menos bem vistas e, ainda menos, entendidas. Ah, pois, estrangeira, não é? Insinuando que se ser estrangeiro é um requisito para se ser tradutor. Ser tradutor é ter uma profissão exigente, interessante e versátil. Eu e os meus colegas somos especialistas, não apenas pelo facto de dominarmos muito bem, no mínimo, duas línguas, mas também no que respeita aos setores de mercado em que prestamos os nossos serviços.

Os meus colegas especialistas em tradução na área da medicina dispõem de conhecimentos específicos e especializados que lhes permitem entender textos e conteúdos médicos, decifrar os segredos daquilo que foi reduzido a escrito, bem como as respetivas implicações, podendo de seguida reproduzir esta mensagem complexa numa outra língua, tendo em conta os contextos e as realidades existentes para os falantes dessa outra língua e a respetiva cultura.

Os colegas tradutores técnicos são, por sua vez, logicamente, especialistas na linguagem e nos conteúdos dos textos (técnicos) que aceitam para tradução. E depois, em todas as áreas, há sempre muitos subdomínios.

Eu e os meus colegas prestamos serviços, não vendemos objetos. O cliente usufrui do nosso conhecimento, embora o produto que receba seja “apenas” um papel (e, no caso dos intérpretes, nem isso!). Portanto, não é a qualidade do papel que determina o preço, é a qualidade daquilo que ele contém. Agora, como podemos valorizar e fazer valer esta mensagem, já que, como já disse, “tradutor” não é uma profissão protegida?

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Alguns colegas pensam que o valor do nosso trabalho é determinado por aquilo que o cliente quer pagar. Têm dificuldade em distinguir “aquilo que o trabalho vale” de “aquilo que o cliente quer pagar”. Mas temos de ser nós a determinar aquilo que valemos, de acordo com, por um lado, o que temos para oferecer (conhecimento muito especializado, qualidade, rapidez, …) e, por outro lado, aquilo que — simplesmente — queremos receber na nossa conta no final do mês.

Temos de ter em mente que, por sermos freelancer, aquilo que ganhamos com um trabalho que nos é adjudicado tem de recompensar muito mais do que o tempo que gastámos na respetiva tradução. Pois, primeiro, tivemos de chegar ao cliente, convencê-lo a adjudicar-nos o trabalho, fazer um orçamento, colocar questões, fazer pesquisa, etc. E depois do trabalho entregue, fazer toda a parte financeira, até efetivamente receber e, de seguida, ainda declarar os nossos rendimentos.

Além disso, temos de considerar que há muitos dias num mês (e num ano) que não trabalhamos; as horas de descanso são para se respeitar, pois uma semana de trabalho habitual não tem mais de 40 horas, e há as férias em que temos de pensar, como toda a gente.

Às vezes não podemos trabalhar, porque adoecemos ou temos familiares que precisam do nosso apoio e presença físicos. E ainda não falei das despesas extras que temos, por sermos freelancer, por exemplo, com seguros (alguns obrigatórios) e com uma maneira de providenciar o nosso futuro (pois um dia também queremos gozar de uma reforma decente).

Normalmente considera-se que um terço das horas que trabalhamos como (tradutor) freelancer, não são horas faturáveis. Assim sendo, temos de ganhar muito mais nas horas faturáveis!

Muitos colegas no início da carreira pensam que o trabalho deles vale menos do que o trabalho de um tradutor experiente. Não quero discutir se, de facto, vale mais ou menos, mas para o cliente (exigente) o bom resultado deveria ter o mesmo valor. Eu aconselho os meus colegas iniciantes a praticar preços compatíveis com os preços de colegas mais experientes, e investir mais no resultado do trabalho. Por exemplo, através de uma revisão mais rigorosa por um colega mais experiente e/ou um especialista na área. Podem procurar estabelecer parcerias ou um “mentorado” como acontece em muitas profissões.

Portanto, serão os clientes e o mercado em que operamos que devem determinar o valor do nosso trabalho? Não! Somos nós que o devemos determinar e os clientes que “não querem pagar mais que X”, para mim, não são clientes sérios. A qualidade tem um preço. É como se diz em inglês: “if you pay peanuts, you get monkeys”. A última vez que me vi no espelho, ainda não tinha chegado a tanto…