ESC # 29 – Fontes Bibliográficas na História da Tradução | 4-5 Junho | FLUL

ESC # 29 – Fontes Bibliográficas na História da Tradução: Quais são e para que servem? (+ info http://www.ulices.org/…/esc-29-oficina-e-curso-intensivo-qf…)

ESC # 29 – Bibliographical sources in Translation History: What are they and what are they good for? (+ info http://www.ulices.org/…/esc-29-oficina-e-curso-intensivo-qf…)

INSCRIÇÕES ATÉ 28 DE MAIO
ENROLLMENT IS OPEN UNTIL MAY 28

INSCRIÇÕES / FEES
Público em geral – 35€
General public – 35€
Estudantes e Investigadores do CEAUL – 25 €
Students and CEAUL researchers – 25 €
centro.ang / 21 792 00 92

29 ETC… Dra. Zara Almeida | Tradução Institucional | 4 de Junho, Sala 5.2

O Grupo de Investigação em Estudos de Tradução e Recepção do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa – CEAUL convida para o 29ETC … Estudos de Tradução à Conversa, que se realizará na quinta-feira, dia 4 de Junho, na Sala 5.2, situada no edifício central da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entre as 18h00 e as 19h30. Para esta conversa convidámos a Dra. Zara Almeida, da Assembleia da República, que nos falará sobre Tradução Institucional.

Venha conversar connosco!

Os ETC… são uma iniciativa que visa promover a oportunidade de abordar e discutir, todos os meses e num ambiente informal, um tema relevante para a disciplina de Estudos de Tradução e Interpretação. Para isso, conta com a participação de diversos investigadores, académicos e profissionais da tradução, que são convidados a fazer uma apresentação breve (20-30 minutos) sobre um tema à sua escolha, seguindo-se uma troca de impressões aberta a todos os presentes (45-60 minutos).

A entrada é livre.

Para mais informações, consulte: http://www.etc.ulices.org/etcaetera/etc….html
e http://pt-pt.facebook.com/estudosdetraducaoaconversa.

——————————

The University of Lisbon Centre for English Studies – ULICES Research Group on Reception and Translation Studies invites you to the 29ETC… Talks on Translation Studies, which will take place on Thursday, June 4, in Room 5.2, in the main building of the School of Arts and Humanities, University of Lisbon, from 6 pm till 7:30 pm. Our invited speaker is Zara Almeida, Assembly of the Republic,who will talk about Institutional Translation.

Come and join our talk!

The ETC… Talks on Translation Studies is an initiative that promotes monthly informal talks on a range of relevant topics for Translation and Interpreting Studies. These talks count on the participation of various translation researchers, scholars and professionals, who are invited to make a brief presentation (20 to 30 min.), which is followed by an open discussion (45 to 60 min.).

Free admission.

For further information, check : http://www.etc.ulices.org/etcaetera/etc….html
and http://pt-pt.facebook.com/estudosdetraducaoaconversa

f18dQhb0S7ks8dDMPbW2n0x6l2B9gXrN7sKj6v4LXGsW4WJ21C4Xq_DxVcV_HY2zlZNzW3c_p0M1k1H6H0?si=6711408110600192&pi=88639130-8e1c-4a86-d7e9-0b83cb3870b6

Hipopótamos e mensagens ooo

(Nota: estes posts com títulos engraçados, mas enigmáticos dizem muito sobre a minha organização mental!)

Mensagens de OOO

Com alguma sorte, os tradutores também têm direito a férias. Com o sol a surgir de certeza que já pensaram nas vossas férias ou, pelo menos, sonharam com elas. Eu cá planeei três semanas espalhadas ao longo do ano em que realmente terei férias. Para quem me conhece sabe que isto é um feito — quase um marco hercúleo de saúde mental. Para os meus clientes e professores que estão a ler este post, saibam (como na verdade já sabem) que não vão dar praticamente pela minha ausência e cumprirei como sempre os prazos. (The thesis is underway, Professors!)

Portanto, é possível tirar férias mesmo sendo freelancer. Como?

01. Há que planear com tempo de antecedência. Até porque assim podem aproveitar os melhores descontos.

02. Há que escolher um local suficientemente bonito (para mim, desta vez, é África) e com a. Internet para poderem ir consultando (uma vez por dia, sugiro) o vosso e-mail, mas com b. um programa que vos realmente impeça de trabalhar para que possam descansar (eu cá vou estar debaixo de água a maior parte do tempo). Se realmente adoram o que fazem e o fazem há suficiente tempo para se terem tornado um bocadinho viciados (vá, acreditem que é só um bocadinho!), têm de usar estes truques (talvez tontos para alguns) para realmente terem férias.

02. Há que avisar os vossos principais clientes. Para tal têm a hipótese de: a. enviar um e-mail uma semana antes e, de acordo com a proximidade que têm com os vossos PM, podem brincar com o facto de irem de férias e eles não ou simplesmente avisar que não vão estar disponíveis; b. nos sistemas proprietários dos clientes, definir as datas de indisponibilidade.

03. Há que definir no e-mail as mensagens automáticas ooo. Podem configurar, assim, o vosso e-mail para que, num dado período, envie automaticamente mensagens ooo (out of the office). No Gmail, basta clicar em Settings e no separador General, selecionar Vacation responder. Aqui podem escrever a vossa mensagem automática.

Aonde é que os hipopótamos entram nas mensagens de férias?

Beth Dunn da HubStop escreveu um post sobre como é que ela parou de estar constantemente ligada ao e-mail durante as férias. Ela sentia a necessidade, como eu, de se manter a par das urgências e, para tal, tinha de abrir o e-mail e todas as mensagens que recebia, verificando e mentalmente anotando a urgência de cada uma delas. Obviamente que toda a gente na nossa profissão e em tantas outras escreve no assunto do e-mail Urgent, pelo que ela não se podia basear no assunto em si. Assim, ela inventou a técnica dos hipopótamos que eu vou experimentar desta vez (quando voltar conto-vos tudo!).

Sem Título

Na minha mensagem de ooo informo que estou ausente e que não vou conseguir consultar o e-mail durante um dado período. Por fim, peço que, se o assunto for muito urgente, que a pessoa volte a enviar-me um e-mail acrescentando no assunto “hippo”. Assim, sempre que espreitar o e-mail consigo perceber o que realmente é urgente sem ter de estar a abrir os e-mails um a um e quando voltar consigo rapidamente eliminar todas as mensagens que não têm de ser respondidas. Experimentem e enviem-me um e-mail a partir da próxima terça-feira, mas nada de hipopótamos no assunto. Não estraguem o sistema! Ainda não sabem qual é o meu e-mail? Então… valdez.susana@gmail.com.

Já conheciam a técnica do hipopótamo? Têm outras ideias para partilhar? Contem-me tudo.

Cábulas de português contra os calcanhares de Aquiles

São as pessoas que trabalham a língua todos os dias que mais dúvidas têm sobre a mesma e ontem em conversa com um editor muito querido listámos os nossos calcanhares de Aquiles.

E como sou pouco teimosa, aqui ficam as cábulas para lutarmos contra estes calcanhares:

Sobre o atrás, a trás e outros trás e traz

Nas minhas costas: atrás, de trás, para trás, por trás. NUNCA: a trás.

Mas traz lá a conta para pagarmos.

Sobre o há e o à e ah!

Há porque existe e existe há uma semana, há dias ou há anos. Em caso de dúvida, mudem o tempo verbal (houve, havia, haverá?). Atenção que não há plural quando significa existir: há aulas; há tempos, houve pessoas.

Mas vou à praia ou ao jardim e, em caso de dúvida, continuo a mudar o género do substantivo até perceber que aqui não cabe o há!

Ah! Fogo! Que confusão!

Sobre a segunda pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo

Safas-te e safaste é bem diferente, estando a segunda no pretérito perfeito do indicativo e a primeira no presente do indicativo.

Ajudou? E quais são os vossos calcanhares de Aquiles?

A trabalhar no Dia do Trabalhador?

Os feriados e os fins de semana são dias ideais para colocarmos algum trabalho em dia, especialmente no que toca aos e-mails e à parte mais burocrática. Não estou com isto a advogar que trabalhemos 365 dias por ano, muito pelo contrário. Mas, como trabalhadores independentes, podemos muito bem escolher as nossas folgas como melhor entendemos. (Pois, este post não é para os nossos amigos tradutores institucionais e inhouse, desculpem! Vão lá gozar o feriado que bem merecem!)

Assim, hoje deixo-vos duas dicas para usarem hoje:

1. O que posso fazer hoje que tenha um verdadeiro impacto na minha vida? » Adormeci e acordei com esta pergunta. Há dias para passarmos horas a fio na praia na conversa com os amigos e há fins de semana em que dançamos até o sol nascer (sim, há mesmo!), mas também há dias que podem ter um impacto profundo no nosso futuro. Estes são os dias nos quais escrevemos 15 páginas da tese, marcamos uma viagem de sonho ou, igualmente importante, enviamos todas as faturas em atraso. O que eu posso fazer hoje que tenha um verdadeiro impacto na minha vida? Hoje é um dia desses e de nada menos do que isso.

2015-04-24 09.07.29

Fonte: Gapingvoid

2. Com respeito pelo descanso dos outros. » Eu estou a trabalhar o que implica responder a e-mails, enviar faturas, fazer investigação (o que implica mais e-mails), mas a maior parte das pessoas de todo o mundo está a descansar. Acredito no respeito pelo descanso dos outros e na promoção de uma cultura não intrusiva nesse descanso, pelo que uso o Boomerang. O que é isto? É uma app maravilhosa que me permite programar a data e hora de saída dos e-mails da minha caixa de e-mail. Ou seja, eu vou passar o dia a escrever e-mails e a enviá-los, mas na prática os meus colegas só os recebem na segunda-feira.

Bom feriado!

Sobre macacos e amendoins, por Karolien van Eck

Hoje vou falar de valor. Não propriamente de valores (plural) nem de quantias exatas, mas de valor. Do valor do nosso trabalho como – no meu caso – tradutora jurídica freelance, num mercado livre. “Mercado”, porque é regido pela lei da procura e da oferta, em que o preço é estabelecido nesse mesmo contexto. “Livre”, porque não tenho proteção profissional, já que “tradutor” não é uma profissão protegida por qualquer legislação.

Entre muitas profissões, a minha é uma das menos bem vistas e, ainda menos, entendidas. Ah, pois, estrangeira, não é? Insinuando que se ser estrangeiro é um requisito para se ser tradutor. Ser tradutor é ter uma profissão exigente, interessante e versátil. Eu e os meus colegas somos especialistas, não apenas pelo facto de dominarmos muito bem, no mínimo, duas línguas, mas também no que respeita aos setores de mercado em que prestamos os nossos serviços.

Os meus colegas especialistas em tradução na área da medicina dispõem de conhecimentos específicos e especializados que lhes permitem entender textos e conteúdos médicos, decifrar os segredos daquilo que foi reduzido a escrito, bem como as respetivas implicações, podendo de seguida reproduzir esta mensagem complexa numa outra língua, tendo em conta os contextos e as realidades existentes para os falantes dessa outra língua e a respetiva cultura.

Os colegas tradutores técnicos são, por sua vez, logicamente, especialistas na linguagem e nos conteúdos dos textos (técnicos) que aceitam para tradução. E depois, em todas as áreas, há sempre muitos subdomínios.

Eu e os meus colegas prestamos serviços, não vendemos objetos. O cliente usufrui do nosso conhecimento, embora o produto que receba seja “apenas” um papel (e, no caso dos intérpretes, nem isso!). Portanto, não é a qualidade do papel que determina o preço, é a qualidade daquilo que ele contém. Agora, como podemos valorizar e fazer valer esta mensagem, já que, como já disse, “tradutor” não é uma profissão protegida?

images

Alguns colegas pensam que o valor do nosso trabalho é determinado por aquilo que o cliente quer pagar. Têm dificuldade em distinguir “aquilo que o trabalho vale” de “aquilo que o cliente quer pagar”. Mas temos de ser nós a determinar aquilo que valemos, de acordo com, por um lado, o que temos para oferecer (conhecimento muito especializado, qualidade, rapidez, …) e, por outro lado, aquilo que — simplesmente — queremos receber na nossa conta no final do mês.

Temos de ter em mente que, por sermos freelancer, aquilo que ganhamos com um trabalho que nos é adjudicado tem de recompensar muito mais do que o tempo que gastámos na respetiva tradução. Pois, primeiro, tivemos de chegar ao cliente, convencê-lo a adjudicar-nos o trabalho, fazer um orçamento, colocar questões, fazer pesquisa, etc. E depois do trabalho entregue, fazer toda a parte financeira, até efetivamente receber e, de seguida, ainda declarar os nossos rendimentos.

Além disso, temos de considerar que há muitos dias num mês (e num ano) que não trabalhamos; as horas de descanso são para se respeitar, pois uma semana de trabalho habitual não tem mais de 40 horas, e há as férias em que temos de pensar, como toda a gente.

Às vezes não podemos trabalhar, porque adoecemos ou temos familiares que precisam do nosso apoio e presença físicos. E ainda não falei das despesas extras que temos, por sermos freelancer, por exemplo, com seguros (alguns obrigatórios) e com uma maneira de providenciar o nosso futuro (pois um dia também queremos gozar de uma reforma decente).

Normalmente considera-se que um terço das horas que trabalhamos como (tradutor) freelancer, não são horas faturáveis. Assim sendo, temos de ganhar muito mais nas horas faturáveis!

Muitos colegas no início da carreira pensam que o trabalho deles vale menos do que o trabalho de um tradutor experiente. Não quero discutir se, de facto, vale mais ou menos, mas para o cliente (exigente) o bom resultado deveria ter o mesmo valor. Eu aconselho os meus colegas iniciantes a praticar preços compatíveis com os preços de colegas mais experientes, e investir mais no resultado do trabalho. Por exemplo, através de uma revisão mais rigorosa por um colega mais experiente e/ou um especialista na área. Podem procurar estabelecer parcerias ou um “mentorado” como acontece em muitas profissões.

Portanto, serão os clientes e o mercado em que operamos que devem determinar o valor do nosso trabalho? Não! Somos nós que o devemos determinar e os clientes que “não querem pagar mais que X”, para mim, não são clientes sérios. A qualidade tem um preço. É como se diz em inglês: “if you pay peanuts, you get monkeys”. A última vez que me vi no espelho, ainda não tinha chegado a tanto…

Uma coletânea de short-stories inacabadas. É isto!

Quem trabalha comigo sabe que há anos que escrevo e penso sobre dois problemas principais: o que fazer com a falta de tempo e como organizar melhor a faturação. E é verdade que após estes anos continuo a pensar sobre isto. Ao longo do tempo implementei diferentes soluções, mas esta questão assombra-me periodicamente. Ó, não pensem — os incautos que hoje se depararam com este post e o decidiram ler a pensar que iria falar de uma antologia acabadinha de sair — que sou desorganizada. Pois é que não sou. Como cheguei à minha (apurada… coff coff) organização é fruto de uma «shortíssima» short-story: fiz o First Certificate muito nova na Cambridge e foi o meu querido professor que me ensinou a pensar de uma forma metódica (e a escrever também, vá). Penso e escrevo (ou escrevo e penso, também) por pontinhos (ou seja, tendo em conta 1. e 2. e apesar de 3. e 4. conclui-se 5.). Mas padeço de uma doença ruim: tenho muitas ideias e, por isso, faço muitas coisas e, no meu caso, literalmente as 24 horas não chegam e luto há anos contra o relógio (qual coelho des-enchapelado e desgrenhado — desculpem-me as brincadeiras de língua, estou inspirada com a história das short-stories).

Dito isto, o que me interessa hoje é partilhar-vos duas ideias principais: 1. o meu novo método de organização, e como cheguei ao mesmo, pois 2. as conferências são uma fonte riquíssima de ideias.

Pois foi o que foi dito nas palestras e nas conversas de corredor da última conferência a que fui que cheguei à (não tão) brilhante conclusão desta semana: não há tempo para tudo (eu sei… não é brilhante) e, por isso, temos de arranjar a nossa forma de sermos metódicos para conseguirmos fazer o que realmente queremos (hum, tenham paciência, por favor, que para mim finalmente tudo fez sentido).

Aqui ficam as minhas short-stories das últimas semanas:

1. A Rita Menezes partilha no twitter um infográfico da Anna Vital sobre o Dilema da produtividade e eu finalmente encaixo que tenho de deixar as tarefas pequenas, mas morosas, para o final do dia. No meu caso, responder a e-mails. A partir de agora, dedico uma hora antes do final do dia de trabalho aos e-mails e não a primeira hora (que inevitavelmente se arrastava durante todo o dia).

B_OVQTTVAAAgXY4

2. A Alessia Vonau na Proz.com Regional diz-nos para fazermos uma lista diária de coisas a fazer, mas guardar a lista de coisas feitas para termos a noção da produtividade real do nosso dia a dia. E, mais, no caso dela, ela faz primeiro tudo o que resulta em faturação.

3. A Marta Gama conta-me nesse mesmo dia a caminho de um restaurante que tem um quadro perto da secretária onde tem em post-its o que tem para fazer e o que já fez e que naquela semana — apesar de ter sentido que tinha feito pouco — na verdade tinha muitas pequenas vitórias. E eu finalmente percebo que mesmo quando acho que não fui produtiva, o fui, mas simplesmente deixei-me levar pelas tarefas que têm menos proveito para mim. Ou seja, tenho de começar o dia com as tarefas mais complicadas, mas que têm um impacto efetivo nos meus objetivos.

4. Já a caminho de casa, almoço com uma grande amiga que emigrou para Inglaterra que me diz que mesmo que trabalhe fora de horas, programa o e-mail para enviar as mensagens dentro do horário de trabalho por 1. respeito para com os colegas e  para 2. educar as pessoas que a rodeiam de que o descanso deve ser respeitado. E, eu, meto na cabeça que não posso responder a e-mails a toda a hora, o que simplesmente me retira energia e me dá a sensação de que estou sempre a trabalhar, mesmo quando estou na minha vida privada.

E já está! Se calhar, para vocês, estas short-stories não resultam numa fórmula perfeita de organização, mas consegui — aleluia, irmãos! — o plano diário que hoje considero perfeito. Qual é o vosso? Partilhem-no comigo e connosco pois pode fazer «luz» noutra pessoa.