Guia de iniciação rápida: Idiom

Tal como prometido, hoje é terça-feira, e, portanto, lançamos mais um Guia de iniciação rápida da autoria de Sofia Cunha. Desta feita, é o Idiom. Façam o download aqui: GIR – Idiom. Utilizam esta ferramenta? O que vos parece o guia? Partilhem connosco a vossa experiência.

Eis o que a Sofia nos diz:

O Idiom WorldServer Desktop Workbench foi uma ferramenta utilizada apenas para um projeto em específico, o que fez com que o conhecimento da ferramenta não fosse para além do utilizado. No entanto ao realizar pesquisas, conheci um Idiom que permite trabalhar online e offline e acima de tudo, é uma ferramenta gratuita (verificar http://idiom-worldserver-desktop-workbench.software.informer.com/ )

É uma ferramenta de fácil aprendizagem, sendo que com cada utilização o tradutor ganha cada vez mais prática a trabalhar com a ferramenta.  Após carregar o documento e a memória de tradução, o Idiom, utilizando cores distintas, indica se são segmentos novos, fuzzie matches ou 100% matches.
Em suma, na minha opinião, os pontos positivos desta ferramenta são a opção de guardar automaticamente cada segmento após a sua confirmação e o facto de ser gratuita.

Guia de iniciação rápida: ApSIC Xbench

Tal como prometido, hoje é terça-feira, e, portanto, lançamos mais um Guia de iniciação rápida da autoria de Sofia Cunha. Desta feita, é o GIR – Xbench. Utilizam esta ferramenta? O que vos parece o guia? Partilhem connosco a vossa experiência.

Eis o que a Sofia nos diz:

O ApSIC Xbench revelou-se ser uma ferramenta essencial durante o tempo de estágio, podendo com uma só ferramenta realizar um controlo de qualidade do próprio trabalho e se necessário corrigir erros no ficheiro com um simples clique. É uma ferramenta de aprendizagem rápida e de simples funcionamento, pelo menos na componente do controlo de qualidade.

Tem a particularidade de poder ser utilizado com várias extensões de programas, o que o torna uma mais valia para o trabalho do tradutor.

Mensagens ooo, hipopótamos e trabalho fora de portas

Há umas largas semanas (há bem mais do que eu gostaria que assim fosse) tirei uma semana de férias, sem antes programar o meu e-mail com uma mensagem Out of the Office. Para que as férias corressem bem para mim e para os meus clientes, sem demasiadas ansiedades e preocupações, adotei o método dos Hipopótamos (que, convenhamos, só o nome já chama a atenção, tem piada e fez com que a maior parte das pessoas pensasse que eu tinha ido fazer um safari). Podem ler tudo sobre isso aqui. Ora, volvidos dois meses (ah, pois, o tempo é um ser muito cruel!), peguei nas malas e vim para a Irlanda para um conferência sobre Comunicação profissional onde vou aprender imenso e no último dia participar ativamente num workshop que envolve comunicação técnica e didática de tradução. Vejam tudo sobre o ProComm 2015 aqui. Chegou, portanto, a altura de voltar a colocar a mensagem Out of the Office, repetir a experiência dos hipopótamos e partilhar convosco o que aconteceu da outra vez que fui de férias.

Resumo:

Tal como creio que acontece com muitas profissões, os clientes de tradução precisam dos trabalhos urgentemente e, muitas vezes, os assuntos dos e-mails ou até o corpo dos mesmos têm palavras-chave como “urgente”, “bomba atómica caso não responda já!” e coisinhas da mesma magnitude. Quando estou a viajar, quer seja por trabalho ou de férias, ter de abrir o e-mail e consultar os assuntos dos e-mails dá-me sempre alguma ansiedade. O meu e-mail assemelha-se, muitas vezes, a um centro de informações de um palco de guerra (metáfora, por favor!). É tudo urgente. É toda uma desgraceira de prazos e de catástrofes. Para poder discernir o que é realmente urgente do que não é, peço às pessoas que recebem a minha mensagem ooo que voltem a enviar o e-mail, se for de facto urgente, com o assunto HIPPO. Assim, ao abrir o email, basta filtrar pelos hipopótamos reais e resolver o que realmente há a resolver rapidamente.

Conselhos de amiga:

Definam a mensagem ooo, caso possam, para um dia antes de realmente saírem do país. Assim podem passar esse dia adicional a acalmar as pessoas que, de repente, se lembram que vamos estar ausentes e que precisam só mais desta coisinha que leva duas horas a resolver. Coisa pouca.

Estejam atentos aos malandrecos que vão mandar mensagens HIPPO só para estragar o esquema. Pois… Mas fora as brincadeiras dos amigos ou dos PM mais próximos, há também as pessoas que não entendem e não respeitam que não estamos disponíveis naqueles dias. Para estas pessoas, é tudo urgente. No meu caso, foram poucas as pessoas que enviaram mensagens HIPPO falsas ou falsas urgências, mas tudo se resolveu no primeiro dia de férias, pelo que realmente aconselho a que definam a mensagem ooo para antes da data da viagem.

E, boa viagem!

Guia de iniciação rápida: Trados Tag Editor/Trados Workbench, por Sofia Cunha

O autor Anthony Pym, na sua obra “What technology does to translation” (2011), refere a tecnologia em expansão como a maneira como nós interagimos com o mundo. Esse mundo tecnológico vai avançando e é quase nossa obrigação seguir a par e passo, para nos mantermos sempre atualizados. Quando reflito acerca das ferramentas de tradução assistida por computador (TAC), penso sempre em ferramentas em constante atualização, o que faz com o tradutor esteja igualmente atualizado.

Hoje em dia se perguntar a um tradutor “utiliza ferramentas de TAC para traduzir?” é quase certo que a resposta será sim, porque é algo que o tradutor já não dispensa, já não realiza trabalhos sem as utilizar. Tornou-se algo essencial para a profissão.

Com esta questão em mente, refleti acerca das dificuldades de aprendizagem (de ferramentas) não só dos estudantes, como dos tradutores que repentinamente necessitam de aprender novas ferramentas, seja por interesse pessoal ou a pedido do cliente.

Desta forma os Guias de Iniciação Rápida (GIR) apresentados resultam da necessidade de uma estudante de tradução se adaptar a uma empresa de tradução, ou seja, de trabalhar com várias ferramentas, inicialmente desconhecidas.

No início, o intuito na criação dos GIR foi pessoal. De modo a compreender as várias ferramentas com que trabalhava diariamente, tirei apontamentos para me ajudar a obter o melhor partido das mesmas e poder avançar mais rapidamente nas traduções. No entanto à medida que fui tirando esses apontamentos ocorreu-me que não seria a única a fazê-lo, que muitos como eu, se não tivessem formação acerca das ferramentas, poderiam ver-se um pouco perdidos na utilização das mesmas.

Assim e com o intuito de auxiliar não só tradutores iniciantes como tradutores profissionais, apresento seis guias de iniciação rápida dos seis programas com os quais mais me deparei durante o período de estágio ao longo das próximas seis semanas: o Trados Tag Editor/Trados Workbench, o Google Translartor’s Toolkit, o OpenTM2, o Idiom Worldserver Desktop Workbench, o Agent Ransack e ainda o ApSIC Xbench.

Cada guia apresenta um índice onde se pode encontrar uma pequena explicação acerca do programa, os ficheiros que podem ser traduzidos e os passos para realizar uma tradução/pesquisa/controlo de qualidade com as ferramentas. Todos os guias têm por base a experiência de estágio, pelo que algumas funcionalidades das ferramentas não foram devidamente exploradas.

Hoje deixo-vos o Guia de iniciação rápida do GIR – Trados TagEditor&Workbench.

Referências Bibliográficas

Cunha, Carla Sofia. Como traduzir com as ferramentas de TAC − O Fluxo de Trabalho. Relatório de Estágio de Mestrado em Tradução, com especialização em Inglês. Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Lisboa, março 2015

Pym, Anthony. “What technology does to translating.” Intercultural Studies Group, Rovira i Virgili University. Tarragona, Espanha, Junho 2011.

Guias de iniciação rápida a CAT

1? 2? Não, são 6 guias de iniciação rápida que nos propomos partilhar nas próximas semanas convosco.

A Sofia Cunha terminou o mestrado em Tradução na FCSH e como tema para o seu relatório de estágio propôs-se a criar 6 guias de iniciação rápida a ferramentas de tradução assistida por computador. Desafiámo-la a partilhar estes guias connosco ao que ela tão generosamente acedeu. Assim, nas próximas semanas, todas as terças de manhã, publicamos um guia de iniciação rápida. Útil, não?

Ficamos a aguardar, como sempre, o vosso feedback. images

O CNT, o que é ao certo e o que pode fazer pelos tradutores?

Já passaram quatro meses desde o nascimento da APTRAD. É verdade! A entrevista à Paula Pinto Ribeiro sobre este projeto foi em fevereiro e como o tempo voa. Mas ninguém por lá ficou de braços cruzados. Têm acompanhado as iniciativas no site? O que vos parece?

Mas enquanto a associação já está a dar passos muito sólidos em nome da profissão do tradutor, conversei com o Fernando Ferreira Alves sobre a nova associação e também sobre o CNT. Aqui fica parte da conversa:

Fernando Ferreira Alves: O surgimento da APTRAD, como prova do desenvolvimento do movimento associativo entre os tradutores portugueses, parece-nos uma excelente notícia para o mundo da tradução, pela forma como poderá contribuir para conferir um maior dinamismo e visibilidade ao sector e, ao mesmo tempo, reforçar o peso da profissão, conferindo maior peso negocial. Servindo de interlocutor junto dos profissionais, será possível reforçar os laços de união e solidariedade com outros parceiros institucionais e, ao mesmo tempo, assumir uma atitude proactiva e positiva para que, connosco, seja possível reforçar os objectivos comuns do CNT, ou seja, promover o reconhecimento do estatuto socioprofissional da tradução e consolidar e implementar algumas das medidas que consideramos estratégicas para a nossa afirmação enquanto grupo unido em torno dos mesmos desígnios comuns.

Valdez: Mas o que é, afinal, o CNT?

O CNT (Conselho Nacional de Tradução) é um órgão que pretende reunir os principais agentes envolvidos no âmbito da prestação de serviços de tradução, nomeadamente os profissionais, as empresas e as entidades formadoras, numa atmosfera de convergência e abertura, promovendo a visibilidade desta actividade, bem como a sensibilização do público em geral e, em particular, dos vários actores envolvidos no mercado, para a multiplicidade, versatilidade e abrangência da profissão.

Tem como objectivo e missão defender os interesses da profissão e promover a aproximação, diálogo e a concertação entre estes intervenientes, num clima de abertura e solidariedade institucional, no sentido de reforçar o posicionamento da tradução no contexto/espaço público, dignificando e prestigiando, assim, a profissão. Pretende ainda actuar como parceiro e interlocutor privilegiado junto das instâncias governamentais, a administração pública e o sector privado, entre outros, actuando ainda como elemento congregador das várias facetas das profissões das línguas, de forma a promover a valorização e o reconhecimento do seu estatuto socioprofissional.

Apenas a título de exemplo, as diligências e os trabalhos iniciados ao nível da apresentação de um parecer, pelo CNT, sobre o projecto de regime jurídico do tradutor e do intérprete ajuramentado, em resultado da conferência «Línguas: Traduzir o futuro», realizada no Museu do Oriente, em Lisboa, no dia 26 de Setembro de 2015, afiguram-se-nos absolutamente cruciais para a afirmação e enquadramento do papel que o CNT pode vir a desempenhar neste domínio, sendo algo premente que importa valorizar.

Visa ainda desenvolver e implementar uma atitude proactiva, profiláctica e informativa relativamente às múltiplas configurações da profissão e à dimensão absolutamente estratégica das profissões das línguas, de forma a sensibilizar a opinião pública, bem como todos os actores envolvidos neste processo para o peso e importância que esta prática tem na sociedade, num mundo globalizado e, simultaneamente, para a necessidade de defender o seu reconhecimento, autonomia e acreditação em termos de competências, aptidões e perfis adequados ao exercício da profissão.

Valdez: E como começou?

O CNT foi formalmente constituído em 2011 e é o resultado da vontade e esforço conjuntos das vertentes envolvidas em torno de um projecto comum, congregando a dimensão formativa, empresarial e profissional, ou seja, a APT (Associação Portuguesa de Tradutores), a APET (Associação Portuguesa de Empresas de Tradução) e as instituições responsáveis pela formação de tradutores em Portugal.

A “inbox zero” é uma utopia?

Ontem já passava da meia noite quando recebi uma chamada de um dos meus editores. Estava claramente a mil à hora pela forma como falava. (É de notar que eu não funciono à noite ao contrário dele. Hoje em dia sou madrugadora e prefiro aproveitar as horas de sol para trabalhar. É verdade: sou muito mais produtiva. E recomendo vivamente que descubram afinal se são mesmo pessoas diurnas ou noturnas, colocando de lado a visão romântica do escritor a trabalhar pela noite dentro. Para quem escreve, edita, transcria ou traduz a um ritmo elevado, é vital ter horas reparadoras na cama; mas voltando ao telefonema.) Ele estava a responder à minha última mensagem e percebeu que era necessário um toque mais pessoal e pegou no telefone. Ao longo da conversa aprendi (entre tantas coisas como já é costume com ele) que ele adotara duas técnicas que agora partilho convosco para lidar com o bicho papão que se tornou o e-mail:

1. se o e-mail leva 5 minutos ou menos a resolver, ele responde imediatamente.

2. se leva mais tempo do que isso e se pode tratar por telefone, ele pega no telemóvel.

Fonte: SaneBox Blog

Fonte: SaneBox Blog

Aqui está! Simples e muito eficaz para ele que lida com dezenas de contactos por dia e gere uma equipa de mais de 10 pessoas 24 horas por dia. Será que funciona? Vou tentar aplicar esta técnica nos próximos dias e falamos melhor mais tarde. E vocês? Digam-me o que fazem para lidar com o e-mail. Já experimentaram esta técnica?